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Schumann compôs este "Adagio e Allegro" em 1849
originalmente motivado pelo contato com a revolucionária
trompa moderna de três pistões de Uhlmann, que fez
sensação na Alemanha desde 1835 e nos anos seguintes
foi muito difundida pela Europa. O copista do compositor em Dresde,
Schlitterlau, era trompista e pode ter encorajado ainda mais o compositor
a explorar as novíssimas possibilidades do instrumento, com
suas extensas três oitavas e meia de tessitura e capaz de
executar melodias cromáticas.
Na partitura, Schumann prevê a substituição
da trompa por oboé, violino ou violoncelo. Tanto que a estréia
pública, em janeiro de 1850, acabou acontecendo com violino
e piano.
O adágio, que leva a inscrição "lento
e com uma expressão de recolhimento", e em seguida "rápido
e fogoso", remete ao adágio da "Segunda Sinfonia".
E o "Allegro" é construído como um vertiginoso
rondó, que conclui à maneira dos finales dos concertos
para trompa do século 18.
19 e 22 de agosto
Pieter Wispelwey violoncelo
Paolo Giacometti piano
(Holanda)
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