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Contemporânea da sonata para violino opus 100 e do Trio
com piano opus 101, a sonata opus 99 para violoncelo e piano foi
também composta num dos verões produtivos para Brahms.
No caso, o de 1886, passado às margens do Lago Thun. No outono
daquele ano, em outubro, o próprio Brahms tocou a parte de
piano numa noitada privada na casa de Frau Fellinger, ao lado do
violoncelista Robert Hausmann. De volta a Berlim, Hausmann mostrou
a partitura para Elisabet von Herzogenberg, uma das pessoas musicalmente
mais próximas do compositor. Ela imediatamente escreveu ao
amigo falando do quanto gostou da nova obra. E concluiu assim: "Gostaria
muito de ouvi-lo tocando o vigoroso Scherzo [o Allegro passionato].
Ninguém mais pode interpretá-lo como você. É
preciso ser agitado sem ser precipitado, legato apesar da impetuosidade".
De fato, a amiga de Brahms tinha razão. Mas é a parte
de violoncelo a que representa o maior desafio técnico. Pelo
menos um biógrafo de Brahms, Walter Niemann, especula que
a sonata foi escrita especialmente para Hausmann, devido às
inéditas dificuldades da parte de violoncelo. Segundo testemunhos
contemporâneos ao músico, ele possuía uma sonoridade
tão grande e luminosa que podia facilmente destacar-se acima
de um fortíssimo do piano - proeza que acontece com freqüência
nesta obra-prima.
19 e 22 de agosto
Pieter Wispelwey violoncelo
Paolo Giacometti piano
(Holanda)
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